Gosto de apreciar as pequenas
coisas, os detalhes, os pequenos gestos, as coisas mais simples. Acho que é
nelas que está a beleza da vida. São os pequenos momentos, todas as pequenas
coisas juntas, que no fim irão resultar na nossa felicidade e num bom dia ou
num bom mês, ou o que quer que seja. Não acho que a vida seja para ser vivida
para alcançarmos todos os dias grandes e valiosas metas ou que seja para ser
vivida em função de grandes momentos. A piada é irmos tirando o máximo partido
de todas as pequenas conquistas do dia-a-dia e, no final, iremos montar um
puzzle com todas essas pequenas coisinhas e aperceber-nos-emos que conquistámos
algo grandioso, quanto mais não seja a felicidade.
Já me questionei várias vezes e em diversas ocasiões sobre a época em que nasci, sobre as pessoas da minha geração e aquilo que temos em comum. Sempre que o faço concluo que devia ter nascido noutra época porque sei que penso de forma diferente da grande maioria das pessoas da minha idade. Não ouço a mesma música, não vejo os mesmos filmes nem séries, não desprezo o que é nacional, não abomino a escrita ou a leitura e até gosto de estudar, bem como não finjo ser o que não sou para agradar aos outros (apesar de às vezes achar que é melhor não dizer uma determinada coisa porque o meu ponto de vista não vai ser compreendido). Resumidamente, não estou a dizer que sou uma incompreendida – porque não sou – nem estou a dizer que sou uma alternativa – porque também não o sou – mas sei que sou um bocadinho diferente da generalidade da minha geração. Sempre gostei imenso de ler e de escrever, ouço quase todo o tipo de música e considero-me uma pessoa patriótica – e com isto não quero apena...
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