Esta semana, no meio de toda azáfama de pedir atribuições de senhas para o ingresso no ensino superior e de papelada para os exames que aí vêm, dei por mim a pensar em como não quero crescer, não quero ser adulta. Não é como se eu fosse uma criança inocente que ainda precisa que lhe deem a mão para andar na rua, mas… Não quero ir para o mundo dos adultos sem os sorrisos reconfortantes de todas as pessoas que conheço e que me conhecem. Não quero abrir as asas e voar para longe da realidade que tenho conhecido nos últimos anos. É assustador pensar que daqui a pouco mais de dois meses já tenho dezoito anos. É assustador pensar que daqui a quatro meses vou estar a preencher os papeis de candidatura à faculdade. É assustador pensar que daqui a sete meses vou estar à espera de saber se entrei ou não no curso que pretendo. É muito assustador pensar que vou para um “mundo” diferente, onde não vou conhecer ninguém, onde ninguém me vai conhecer e onde não vou ter ninguém para me amparar as...